1ª Série

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Repressão às “fake news” ou provocação da paranóia antibolsonarista?

Um dia triste

No último dia 27 tivemos um dia muito triste no Brasil. A tristeza não veio porque simplesmente casas foram violadas ou equipamentos pessoais foram confiscados, mas porque nós lembramos o que ocorreu com alguns povos no decorrer da história do mundo. Povos e pessoas que foram perseguidos, julgados, condenados, torturados e mortos por questões políticas, religiosas, econômicas(por causas de relações de trabalho), étnicas, culturais ou, absurdamente, por expressarem suas opiniões, neste caso não importando se tinham provas ou não. Esses fatos históricos geraram e forçaram grande parte da humanidade a mudar seus hábitos e sua maneira de viver na tentativa de evitar a repetição, nas futuras gerações, dos mesmos atos e de piores ainda.
  
O que aconteceu

Um ministro da Suprema Corte brasileira, o sr Alexandre de Morais, expediu mandado de busca e apreensão, pela Polícia Federal, obviamente com todo o aparato estatal, na casa de 29 pessoas, todos apoiadores do governo do Presidente da República. A Polícia chegou fortemente armada como se procurasse bandidos de alta periculosidade, no entanto eram pais e mães de famílias, mulheres e homens trabalhadores, honestos e que não tinham em suas vidas pregressas nenhum histórico de crimes cometidos. Tudo isso às seis horas da manhã, quando muitos deles ainda estavam dormindo com suas famílias. É importante ressaltar que os policiais estavam cumprindo um mandado, ou seja, ainda que discordassem estavam trabalhando legalmente. Não cumprir ordens absurdas, ainda que legais, pode e é o melhor a fazer. Porém, no Brasil esta prática raramente ocorre. Sobretudo quando vem da corte máxima da República.

 Direitos humanos em risco

Considerando que qualquer ato de violação e que gere qualquer tipo de ameaça à vida humana é terrível e passivo de combate e punição, de todos os acontecimentos históricos que se tem conhecimento, o mais grave, sem dúvida, foi o holocausto nazista, quando foram exterminados seis milhões de judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. Tal foi a desumanidade e o desprezo à vida humana manifestado nesse período que o acontecimento resultou no surgimento, em 1948, de uma organização mundial para defender e combater qualquer violação dos direitos humanos em todo o planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU), muito embora há muito essa instituição vem, lamentavelmente, se corrompendo e se distanciando de seus propósitos originais.
Muitas das violações de direito natural à vida e à dignidade humanas foram cometidos, nesse período, com base nas supostas investigações feitas pela polícia secreta estatal alemã, a Gestapo. Mas, não se escandalize, as atrocidades dessa polícia eram legais e seus agentes legalistas, apenas cumpriam ordens. Portanto, o pior não foram os atos violentos daquela organização, mas a falta de questionamentos da própria lei.

 Uma sociedade com muitos doentes

Quem tem interesse em propagar a verdade em um mundo corroído pela mentira enxerga que esse inquérito, já começou como uma grande fake news que, além de ilegal e inconstitucional é, portanto, criminoso. O ministro Alexandre de Morais tem que ser responsabilizado por esse ato criminoso que deixaria boquiaberta até a Gestapo.
Esse ministro, bem como boa parte das cortes brasileiras, é fruto de um período que no Brasil surgiu uma formação de militantes transvestidos de professores universitários e alunos com mente revolucionária. Essas pessoas se formaram e se colocaram no “mercado” das funções públicas e de um Estado com fortes tendências de gerar um regime totalitário. Claro que essa tendência não vai ser permitida pelos que a planejaram. Ao contrário, vão atender às suas paranóias de atacar seus adversários políticos e não desistirão desse projeto macabro. Vão fazer de tudo para derrubá-los; vão interferir no governo ou fazer qualquer absurdo, até mesmo um mandado absurdo desses. Tudo isso para desestabilizar um governo que diariamente prova que, de tudo o que foi acusado, na verdade são práticas deles próprios: são fascistas e preconceituosos. Falar da possibilidade do país ser governado por um grupo conservador tem sido considerado pela oposição, inclusive pela mídia tradicional, um crime grave. 
As sociedades no mundo, de fato, estão doentes. Com dificuldades cognitivas inacreditáveis e não se têm expectativas futuras de mudanças nesse quadro por muitas gerações.
   
Operação legal. Mandado Ilegal

A Procuradora Regional da República/RS, dra. Thaméa Danelon, elaborou a lista de Ilegalidades (abaixo) que, dentre outras Ilegalidades, ameaçou perigosamente a estabilidade institucional brasileira e a governabilidade de um país que está se recuperando de uma crise econômica, ética e moral sem precedentes. Sem contar que todo esse pandemônio ocorre em plena crise sanitária quando o mundo inteiro sofre com a pandemia de uma doença desconhecida originária da China, a Covid-19.

Então, o ministro do STF, Alexandre de Morais decide deflagrar uma operação policial que deixaria boquiaberta até mesmo a Gestapo.

Lista

1) viola o Sistema Acusatório (juiz não pode investigar, apenas o MP e a Polícia);

2) ofende o Princípio da Livre Distribuição (o juiz q, no futuro, julgará o caso, não pode ser escolhido, deve haver um livre sorteio entre os juízes);

3) não investiga fatos objetivos e específicos, “Fake News” não é um crime tipificado no Código Penal; e ameaça ao STF e familiares é extremamente vago;

4) os supostos crimes não ocorreram nas dependências do STF, assim não há competência (processual) da Suprema Corte;

5) Deve-se lembrar q ex PGR Raquel Dogde, no ano passado, ARQUIVOU referido Inquérito, contudo, não foi acolhido pelo STF;

6) No ano passado uma revista foi censurada pelo inquérito das “Fake News” e diversas pessoas sofreram busca e apreensão, na minha opinião, indevidas, sendo violada a Liberdade de Expressão;

7) Investigados não conseguiram ter acesso ao Inquérito em questão, em afronta à própria Súmula Vinculante 14 do STF, q autoriza ao advogado do investigado vista dos autos;

8) Na data de hoje, outras buscas e apreensões igualmente indevidas foram realizadas. No meu entender, tudo seria NULO de pleno Direito.
(Fonte desta lista: https://twitter.com/thameadanelon?s=09)