1ª Série

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O ANALFABETO POLÍTICO

O DESINTERESSE OU A SABEDORIA?

Amigos, estive pensando em escrever algo sobre política para que sirva de reflexão e que seja de certa forma esclarecedor. Achei a matéria abaixo muito interessante e resolvi adaptá-la para que pudéssemos meditar nela. Meu propósito é fazer com que venhamos a concluir que, de fato, temos um grande desafio: ajudar a transformar a sociedade, em nossa geração. Temos que continuar fazendo a diferença, e isso deve começar pelos nossos próprios pensamentos.

Já está se aproximando o ano eleitoral, quando muitos candidatos sairão em busca de seus tão desejados votos (uns... caros, e outros... baratos), inclusive aqueles que já estão lá (e desejam permanecer), mentindo quanto o que têm feito nos anos que exerceram seus mandatos. O problema é que a população de fato não viu um trabalho relevante realizado por eles, mas usam o markenting enganoso para fazerem suas propagandas, tentando impedir, assim que novos candidatos possam ter chances de serem eleitos, ainda que tenham bons projetos. Apostam na memória do povo (ou na falta dela), realizando suas propagandas no último ano de seus mandatos. Tudo isso faz-nos refletir quanto a importância de conhecermos e acompanhar o processo político de nosso país, evitando assim o analfabetismo político.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato do remédio, enfim, todos os passos que damos, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabendo ele que da sua ignorância política nasce a prostituta, as crianças abandonadas e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. "Nada é impossível de Mudar".

Usando sabedoria, desconfie do mais trivial, até os de aparência singela. Principalmente, daqueles que invadem as igrejas e comunidades e se dizem "convertidos", com o propósito de fazer desses lugares uma extensão de seus currais eleitorais instalando ali mais um ponto de negociatas e corrupções, porque têm poder financeiro para isso. Passando o período eleitoral, somem! Mas a igreja não pode se deixar levar pela cultura equivocada dos que tem como alicerce as demandas do "dá cá, toma lá". Examine, sobretudo, o que parece caridoso e habitual.

Privatizaram, (ou seria, capitalizaram?) sua vida, seu trabalho, sua hora de amar, sua hora de adorar a Deus e seu direito de pensar. E agora não contente querem privatizar (ou, capitalizar) o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que somente a Deus e à humanidade pertencem.
Nós temos o direito de conhecer o movimento do processo político nacional. Devemos fazer despertar em nós esse interesse, o interesse de conhecimento. Por um motivo principal: Não sermos enganandos nem engodados pela sutileza do inimigo.


Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP
Adaptado do poema "O Analfabeto Político"

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

PROSPERIDADE: TEOLOGIA x VISÃO

O Que Devemos Evitar e o Que Devemos Praticar


INTRODUÇÃO
Alguns assuntos são por demais polêmicos, ou assim se tornam com o tempo, por não se ter uma forma unificada de pensamento, nem uma pontualidade entre o crer e o praticar. A prosperidade é um desses temas polêmicos, ou melhor, tem se tornado assim, em função da complexidade da vida diária, principalmente, dos ocidentais. Percebo que nos países capitalistas esse assunto é mais cuidadosamente tratado do que em outros regimes, embora, o sentimento e vontade, não se diferem em todo o mundo e em toda a história da humanidade. Aliás, só chegou a se pensar o capitalismo e em outros sistemas econômicos, pela necessidade do ser humano de passar bem longe de aflições e privações de suas necessidades e confortos. Se o capitalismo é bom para o ser humano ou não, é um assunto que podemos tratar em um outro momento. O fato é que todos buscam a prosperidade em tudo o que faz. Se não fosse assim, se quer começaria a fazer.
De tantos significados do termo “prosperidade”, podemos entender em suma que pode significar “conquista”. Ao que quer prosperar, é necessário conquistar, pois a prova e o resultado da conquista é a prosperidade.
“Ao que quer prosperar, é necessário conquistar”.Permita-me expor aqui rapidamente minhas singelas observações a respeito desse tema, analisando mais especificamente em torno do assunto das conquistas terrenas, seja no campo das melhorias econômicas de pessoas ou de instituições; seja nas melhorias sociais. A despeito disso, as melhorias econômicas funcionam como alavanca mestra do impulso, num ambiente capitalista como o nosso.
E, tudo isso, em suma, gera transformações aceleradas numa sociedade que pressiona a todos em busca do crescimento.
Nosso cuidado, no entanto, enquanto cristãos, é quanto à diferença entre, o que vem ser a chamada e praticada conscientemente por muitos, de teologia da prosperidade (TP), e a visão da prosperidade (VP). Em que elas se diferem? Quais os métodos utilizados para sua prática? Elas são bíblicas, ou são apenas manipulações usadas por pregadores que tem como deus o seu próprio “...ventre...”, conf. Filipenses 3:19?
Talvez descobrir a distinção entre as duas, nos ajudará em novas percepções sobre esse assunto.

A Teologia da Prosperidade
Não sou um “expert” no assunto, porém o que tenho observado (talvez não mais do que você), já nos ajudará a precisar posicionamentos, baseados não somente em nossas observações, mas também no estudo bíblico em relação a essa teologia.
A teologia da prosperidade nunca foi pesquisada e estudada sistematicamente, pelo simples motivo de não haver fontes confiáveis de pesquisas, teológicas e/ou científicas para fundamentar o tema. A pregação foi baseada, principalmente num pragmatismo sofrido e buscado pelos pregadores, como uma ferramenta de auto-ajuda, especialmente nos países emergentes do ocidente, entre os quais, o Brasil se inclui.
A meu ver, a teologia da prosperidade, manifesta o medo e insegurança daqueles que dão mais valor às coisas terrenas, do que um apoio para conquistar. Pois a segurança deles está no possuir. Os pregadores da TP levam as pessoas a se sentirem seguras diante do montante conquistado. O perigo está quando a pessoa não consegue prosperar. Isso vai gerar dúvida no pensamento da pessoa no seguinte: Até onde Deus está lhe ouvindo ou não? Ou, até que ponto sua fé é verdadeira? Dúvidas como essas, ocorrem pelo entendimento de que quanto mais bens a pessoa possuir, mais perto está de Deus, e o contrário é verdadeiro. Ou seja, Deus está diretamente ligado ao volume de bens conquistados. “Se eu prosperar, Deus está comigo, se não, Ele não está”, afirmam elas. Para a TP, o crente deve morar em mansões, ter carros do último tipo, contas bancárias abastadas e nunca ficar doente. Quando isso não acontece, é porque ele está sem fé, em pecado ou debaixo do poder de Satanás.

A Visão da Prosperidade
Existe essa tal visão?
Talvez seja essa a primeira pergunta a fazermos, antes de meditar sobre o assunto. A segunda seria: Essa visão é bíblica?
Creio que a resposta para a primeira pergunta é “sim”. Bom, diante dessa afirmação, devemos então, estudá-la para evitar quaisquer confusões.
Quando da criação do ser humano, Deus o deixou plenamente abastecido e suprido em todas as coisas. Deus o visitava todos os dias. Na criação do homem e de todas as coisas, Deus não condicionou a sua presença, perante a criatura, aos bens que o ser humano possuía. Quando o Senhor os colocou no jardim do Éden, as coisas criadas (os bens) para o homem desfrutar já estavam lá. O problema é que as pessoas correm desenfreadamente em busca de bens materiais e se esquecem que é Deus quem os dá. Quando fazemos um tour no Éden, é-nos apresentada a terra de Havilá ás margens do primeiro rio que era o “Pison”. A terra produzia ouro, bdélio e pedra de ônix. Sobre o ouro, dispensa-se falar, pois todos têm conhecimento do grande valor deste metal nobre; o bdélio, é uma resina transparente, macia e cheirosa, além de muito valorizada; a pedra de ônix, é uma espécie de mármore de alta resistência e altíssimo valor. Eram os minerais mais valorizados e raros até então descobertos pelo homem. Por aí nós vemos que Deus havia provido abundantes tesouros e riquezas em Seu jardim. O homem não precisou correr, correr e correr para construir e possuir esses tesouros. Quando Deus o colocou lá, eles já estavam. Deus é quem dá, provê e abençoa, conforme a Sua soberana vontade. O desejo de Deus é que o homem tivesse vida abundante. É assim que Ele faz, com o propósito da partilha, da ajuda mútua, da comunidade. Não do egoísmo, ganância, acúmulo, soberba, ostentação, etc.

A TP e a VP Não Devem Ser Confundidas

Embora, teoricamente, deve-se evitar a confusão entre a teologia e a visão. Conhecemos alguns que, ainda sem intenção, se confundem. O caso mais comum é de uma pessoa que não seja diretamente adepto da TP, ser portador de características dela. Essa pessoa pode até pregar contra a TP, mas suas atitudes demonstram o contrário. Pode ser involuntário, mas é praticado. Um exemplo disso é, quando a pessoa tem dificuldades em compartilhar ou, em sacrificar-se, para atender o necessitado. Malaquias 1:7,8 nos ensina algo interessante sobre o assunto que, apesar da narrativa se referir diretamente a Deus, podemos seguramente utilizar esse princípio para todos os casos de doações. No texto, os sacerdotes eram culpados de dar a Deus apenas as sobras no lugar das primícias e o melhor como a lei requeria (Lv 22:22). Ninguém se atrevia a dar um animal enfermo ou indigno a um governante. Porém era justamente o que os judeus estavam oferecendo a Deus. Ninguém deve oferecer uma oferta ou doação estragados a alguém, que seja impossível a utilização.

Nosso maior cuidado, portanto, deve ser o de evitar a visão (VP), por preconceito ou medo da teologia (TP). Pois, o problema não está na prosperidade, mas na teologia.

Principais Diferenças Entre a TP e a VP
A lista de comparações abaixo não é exaustiva:

TP aprisiona no pensamento do ter para acumular / VP descobre o ter para partilhar
TP promove o egocentrismo / VP promove misericórdia ao necessitado
TP olha para suas conquistas e admira o que conseguiu / VP olha para o céu (em gratidão) quando
vê que conseguiu
TP olha para o mundo (coisas) /VP olha para o mundo (pessoas)
TP critica ao que não tem / VP ora pelo que ainda não tem
TP admira a tecnologia e a sofisticação / VP admira a inteligência do homem dada por Deus
TP usa os bens para seu próprio conforto / VP usa os bens para acelerar a obra de Deus
TP usa o ter para desfrutar / VP usa o ter para se equipar para o trabalho e transformar a sociedade
TP conquista outros para ela / VP conquista outros para encher o céu
TP Corre para alcançar os bens materiais / VP Busca o Reino de Deus e as bênçãos os alcança.
TP Dá o dízimo e/ou oferta para ser abençoado / VP Dá o dízimo e/ou oferta para investir no Reino de Deus.
Diante do exposto até agora, o que você acha que Deus tem para os seres humanos: a Teologia da Prosperidade ou a Visão da Prosperidade?

Autor: Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo
As opiniões do autor não expressam, necessariamente, as opiniões de outros autores ou Universidades.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

EDIR MACEDO CONSTRÓI MANSÃO EM CAMPOS

Uma Reflexão Sobre o Perigo do Poder

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, está construindo um paraíso na terra. Trata-se de uma casa de 2.000 metros quadrados, localizada em Campos do Jordão, o refúgio de inverno dos paulistas ricos. A casa, que deve ficar pronta dentro de dois meses, é avaliada em 6 milhões de reais. VEJA visitou os 35 cômodos do imóvel, distribuídos em quatro andares. Ao todo, são dezoito suítes, todas equipadas com banheiras de hidromassagem. A maior delas, a do bispo, tem 100 metros quadrados, sauna e uma banheira suficiente para seis pessoas. Por meio de uma escada de seu quarto, Macedo terá acesso a um mirante do qual se descortina uma vista aprazível da cidade. De lá, ele também poderá apreciar uma réplica do jardim do Monte das Oliveiras, em Jerusalém, onde Jesus Cristo foi preso pelo Sinédrio judaico. A casa conta, ainda, com adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico.
O projeto é um mix de estilos europeus devidamente tropicalizados. Os arquitetos mesclaram linhas normandas, típicas das construções de Campos do Jordão, com elementos neoclássicos e barrocos. O telhado pontiagudo eleva-se com molduras neoclássicas. As sacadas têm balaústres barrocos. Colunas gregas, de capitéis improváveis, ladeiam os portais da casa. Alguns tetos foram forrados com gesso, em que se destacam motivos florais. Outros foram enfeitados com detalhes de madeira. O piso das salas e das áreas de passagem dos andares superiores é de mármore botticino – 600 metros quadrados da pedra foram importados da Itália, a um custo estimado em 240.000 reais. No andar térreo e nas calçadas dos jardins optou-se por uma alternativa mais em conta: o granito brasileiro do tipo capão bonito. Como o terreno de 8.000 metros quadrados é muito acidentado, o acesso à rua se dá por duas passarelas suspensas. Juntos, esses pequenos viadutos têm 200 metros de extensão e atravessam o jardim do Monte das Oliveiras e se sobrepõem a um espelho-d'água. Um muro de 5 metros de altura resguarda a privacidade de Macedo. Ele foi recoberto com pedras-madeira de cor ocre, semelhantes às das ruínas de Jerusalém. O material foi transportado por vinte caminhões do Rio de Janeiro, onde é produzido, até Campos do Jordão.
O líder da Universal já era proprietário de um recanto em Campos do Jordão. Num terreno de 4.000 metros quadrados, contíguo ao da nova casa, há uma outra de quinze cômodos e seis suítes, adquirida por 600.000 dólares em 1996. Quando a construção terminar, a casa mais modesta será usada como ponto de apoio. Ela dispõe de academia de ginástica e de um heliponto, que, agora, está sendo ampliado. No momento, é mais usado por Ester, a mulher do bispo, que vai de helicóptero supervisionar a obra. Macedo aparece com menos freqüência. Por vezes, Ester tem a companhia do senador Marcelo Crivella, sobrinho e herdeiro do bispo. As visitas do casal Macedo são as únicas ocasiões em que os 180 operários das cinco empresas envolvidas na obra param de trabalhar. Só engenheiros e arquitetos podem continuar no local quando os proprietários estão lá. O bispo pressiona as empreiteiras a entregar a casa até o fim de julho, quando serão comemorados os trinta anos da Igreja Universal. Como o cronograma está atrasado, eles trabalham doze horas por dia de segunda a sábado. No aniversário da igreja, Macedo pretende abrir as portas do seu reino particular aos bispos mais próximos. Será uma celebração à riqueza material, que, de acordo com a teologia dessa corrente evangélica, é uma dádiva de Deus.


Fonte: Correa Neto

segunda-feira, 23 de julho de 2007

ESTAMOS SENDO HIPNOTIZADOS?

A Dominação Psicológica do Legalismo Opressivo


Texto Áureo:
Romanos 12:2 "E não vos conformeis com este século, mas TRANSFORMAI-VOS PELA RENOVAÇÃO DE VOSSA MENTE, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."



A sutileza com que estão querendo nos levar a "mudanças" de pensamentos e opiniões a fim de aceitarmos, impositivamente, valores que sempre foram e (afirmo sem medo de errar) sempre serão naturalmente indesejáveis pela sociedade, é de um descaramento imensurável. Estão querendo deixar a população em um estado tal de passividade, quebrando assim, toda a capacidade intelectual e resistência psicológica, colocando todo o povo em uma atitude de obediência servil.
Até agora acreditamos que, principalmente a partir da Constituição de 88, vivemos em um Estado de Direito, que foi uma grande conquista da democracia e que protege os nossos direitos fundamentais como, políticos, sociais, econômicos, de expressão, de consciência, de culto religioso, além de proteger o povo da tirania de grupos minoritários e liberticidas, utilizando-se dos meios de comunicação e de movimentos com o propósito de articular novos regulamentos federais, deixando o povo refém de leis contraditórias em relação ao pensamento geral. Exemplos recentes de movimentos assim são os desarmamentistas e gayzistas. Regulamentos como por exemplo, a mais absurda das leis em tramitação, a chamada "Lei da Homofobia", com propósitos que colocam virtualmente a grande maioria dos brasileiros fora da lei. Essa contraditoriedade legalista fabricada artesanalmente, futuramente perseguirá toda e qualquer oposição, mesmo individual e isolada, ainda que puramente verbal e teórica. Essa articulação didática da ilegalidade cínica, promove o legalismo opressivo, planejada para inculcar no povo, pelo jogo hipnótico da estimulação contraditória. Isso nos leva a observar acreditando que o Estado de Direito conquistado por aqueles que tem compromisso com o respeito, com os valores morais e com a ética, está se transformando, diante dos nossos bigodes, na construção de um poder totalitário por vias sutis da dominação psicológica, prá não dizer "diabólica". A exemplo dessa afirmação, casos já ocorridos demonstram o que nos aguarda num futuro bem próximo: o juiz processado por tentar proteger menores de dezoito anos, contra a visão de indecências que não escassearam na Parada Gay; o pastor perseguido por fazer o que a Bíblia manda, entre outros (veja o video do ocorrido em Campina Grande-PB):
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM692002-7823-POLEMICA+EM+OUTDOORS+DE+CAMPINA+GRANDE,00.html ).
Em toda essa situação caótica onde estão comprometidos, principalmente, os valores morais e da família, me questiono até onde, como igreja, não estamos sendo passivos e aceitamos sem dificuldade tudo iosso, em nome do respeito e do não-preconceito. Contudo é necessários agirmos com grande sabedoria ao pregar a Palavra de Deus, no enfrentamento de questões que ameaçam a instituição familiar e a ética. Sabedoria para não sermos homofóbicos ou violentos, mas não deixando de falar a verdade da Palavra de Deus.


A verdade é que existe grande empenho dos meios de comunicação em promover ditatoriamente o homosexualismo, mas não existe meios para prevenir a prática. O fato é que, se o movimento está se utilizando de ferramentas legais para defender os seus "direitos", devemos usar as mesmas ferramentas, a lei, para prevenir a hipnose social. Afirmo isso certo de que se quisermos fazer algo para evitar a obediência servil, gerando a passividade atônita, devemos participar dos debates sociais e promover participação de homens e mulheres, sérios e firmados na Palavra, na política nacional. Com certeza é melhor do que agir como conta uma história conhecida que fala de um observador dessas tendências da nossa sociedade que disse: “vou embora daqui”. Ao ser perguntado o por quê, disse, referindo-se a esse estilo de vida: “há trinta anos era condenável; há vinte, virou aceitável; há dez, foi legitimado; há cinco, virou desejável e superior; antes que se torne obrigatório, vou para outro país”. Só que isso não resolve. Precisamos orar pelo nosso país, e pelos que estão ao nosso redor.
E, ainda falando em prevenir, veja na íntegra (abaixo) a entrevista* dada pelo pastor e deputado estadual pelo RJ, Dr. Edino Fonseca, dada à Revista Época, órgão pertecente às Organizações Globo:

O pastor evangélico Édino Fonseca, em seu primeiro mandato como Deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PSC, acha que o estado deve financiar ''tratamento'' para gays e lésbicas que queiram mudar sua opção sexual. Confira as justificativas do deputado para o que pode se tornar em breve a primeira lei homofóbica do Brasil.

ÉPOCA - Como seria feito esse tratamento?

Édino Fonseca - Sou pastor evangélico da Assembléia de Deus e como freqüentador de templos religiosos observei muitos homossexuais procurando ajuda. Não só devido ao peso de consciência pelos pecados praticados, mas querendo deixar a homossexualidade. Na Igreja, a alma dessas pessoas é tratada, mas o problema delas está no psiquê (sic). Elas precisam de tratamento psicológico. Nesse caso, para quem tem dinheiro, é só pagar, mas o pobre não tem como resolver o problema e é dever do estado ajudar a todas as pessoas.
ÉPOCA - O heterossexual que sofre por desejar ser homo não teria esse mesmo direito?
Fonseca - Essas pessoas não vivem em crise porque não há mais nenhum tipo de repressão, a sociedade já os aceita plenamente. Existe uma série de projetos para proteger a entrada na homossexualidade e nenhum tipo de ajuda para quem quer sair.
ÉPOCA -Dentro da Igreja Evangélica, gays e lésbicas são vistos como pessoas que não estão seguindo a orientação que deveriam, não é verdade?
Fonseca - Sim, claro. Dentro da Igreja Evangélica existe a crença
de que todo tipo de amor que não seja entre homem e mulher está fora da normalidade.
ÉPOCA -Então aqueles que freqüentam essa Igreja sofrem pressão.
Fonseca - Aí eu não posso falar, eu não trabalho com homossexuais.
Se eles vão à Igreja é para serem tratados como as outras pessoas, claro que também não podem ter comportamento diferenciado.
ÉPOCA - O projeto do senhor não está discriminando essas pessoas? Fonseca - Eu não sou contra que outros deputados façam desse jeito. Eu não fiz porque não conheço pessoas que vivam angustiadas porque querem ser homossexuais.
ÉPOCA - Mas elas existem, deputado.

Fonseca - Mas eu não conheço. Se conhecesse, procuraria ajudar. Não é hipocrisia, eu não posso fazer aquilo que não sei. Olha, sei que essa comparação não pode ser feita, mas você vai entender a lógica dela.
Hoje tem muita propaganda incentivando o consumo do álcool, mas o estado dá ajuda a quem quer deixar o alcoolismo. Para o fumante...
ÉPOCA - Deputado, mas aí a comparação realmente não vale, porque o alcoolismo...
Fonseca - Eu sei que não pode comparar o homossexual com o ependente de álcool. O que estou querendo dizer é que para a homossexualidade hoje existe todo tipo de promoção, mas não há nenhuma ajuda para quem quer sair dela.
ÉPOCA - Quando uma pessoa é tratada para sair de uma condição e entrar em outra, não se estaria pressupondo que a primeira condição é um estado tratável, uma doença?
Fonseca - Não. Quem escreve isso não entende nada de medicina. Médico não é para tratar de doença, é para que as pessoas não fiquem doentes. O problema aqui é psicológico e a psicologia é para tratar doentes e pessoas em estado de crise. Agora, se o homossexual não achar que tem um problema, ele não precisa procurar o atendimento.
ÉPOCA - E para os menores de idade?

Fonseca - Para menor de idade existe o pátrio poder, os pais decidem.

ÉPOCA - O senhor não acha isso perigoso?

Fonseca - Também é perigoso não ter controle sobre os filhos, de repente ele aparece com um comportamento diferente do que você planejou para sua família. Essa criança pode estar sofrendo influência de um professor, pode estar pegando o hábito e, quando os pais detectam, a coisa já está longe.

ÉPOCA - Um professor homossexual exerce necessariamente influência
negativa sobre os alunos?
Fonseca - Depende da família dessa criança, eu não posso dizer pelos pais. Não sou Deus e nem ele interfere no livre arbítrio.

ÉPOCA - Se nem o senhor quer interferir na orientação dos menores, como pode o estado orientar sexualmente as pessoas?

Fonseca - Por isso que meu projeto visa os voluntários. Agora, se o pai da criança achar que é correto, é correto, é a lei.
ÉPOCA - Como está a aceitação do projeto na assembléia?
Fonseca - Acho que deve passar no plenário sem problemas. A maior arte dos deputados entende que ele não tem nada de mais. Eu, sinceramente, fico surpreso do meu projeto dar tanta polêmica.

Minha Conclusão

Como pregadores da Palavra de Deus (porque todo cristão deve ser um pregador da Palavra de Deus), temos um grande desafio: transformar o mundo. A transformação do mundo, ocorre a partir de cada um de nós. É necessário haver grande firmeza de convicção quando se trata de crer naquilo que a Palavra de Deus afirma. É necessário que nossa fé esteja firmada na rocha e não na areia do engano social e no equívoco dos que pregam que discordar de um determinado estilo de vida ou opção sexual, seja preconceito ou possa instigar a violência. Digo isso, porque observo um clima de passividade já instalado na igreja (pessoas), em relação a assuntos discutidos hoje na sociedade, se bem que assuntos como o homossexualismo não são discutidos e sim impostos pela grande mídia, ridicularizando e perseguindo aqueles que se mostram contrários a essa prática. Mas a Palavra de Deus não dá outra opção além de crer ou não crer naquilo que ela afirma. Essa liberdade dada pela Palavra de Deus, de escolhermos se queremos ou não acreditar, demonstra o grande amor e misericórdia de Deus pelo ser humano. Deus não nos impõe nada, não nos obriga a nada. Ele estabelece leis e preceitos em Sua Palavra visando o bem estar e a vida integral do ser humano. As pessoas são que escolhem o que querem seguir ou praticar. Qualquer das escolhas, obviamente, gerará resultados. Quais serão eles, depende unicamente de cada indivíduo. O que devemos evitar, é sermos dominados pela passividade que permeia parte da sociedade, fazendo-a aceitar com naturalidade acontecimentos que nada tem a ver com a natureza, ou seja, relacionamentos sexuais entre pessoas de mesmo sexo.

Autor: Manuel Raposo

Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo

*Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT861397-1655,00.html

terça-feira, 29 de maio de 2007

Os Horizontes Econômicos e Políticos Afetam a Vida Cristã?

Leitura de Uma Macrovisão da Vida Cristã Contemporânea



A Expansão do Cristianismo e a Missão dos Crentes

Os cristãos de hoje, têm uma delicada forma de como entender sua missão numa sociedade que, de acordo com sua trajetória histórica, vem passando por difíceis eventos e processos que têm deixado marcas muito fortes. Marcas essas, que têm determinado o destino de muitos povos e suas conseqüentes leis e ordens nacionais. A expansão do cristianismo tem sido uma das maiores marcas da história moderna. A partir do século XIX, a fé cristã alcançou mais excepcional difusão, como em qualquer outro período da história. Houveram figuras notáveis, como William Carey (1761-1864), David Livingstone (1813-1873) e James Hudson Taylor (1832-1905), que defenderam e serviram a organizações com propósitos missionários. Esses e outros nomes foram responsáveis por manter vivo o interesse pelas missões e espalhar a fé cristã em áreas distantes da Ásia, África, Oceania e América Latina. No Brasil, as raízes do protestantismo (ou, a quem chamamos hoje de evangélicos) são fixadas também nesse período. Nossa principal missão é fazer com essa chama não se apague, pois foi uma instituição do próprio Jesus Cristo (Mt 28:19) quando nos comissionou. Os grandes nomes mencionados acima, fizeram a sua parte, embora não toda a tarefa, pois trabalharam na sua geração, o que significa que o que temos a fazer é a nossa, em nossa geração.


Que tal atualizarmos a nossa maneira de fazer missões?
Nos últimos dois séculos, ocorreram enormes mudanças e grandes transformações sociais, de proporções mundiais, como nunca ocorreu em toda a história da humanidade. O ritmo dessas mudanças alcançaram um nível alucinante. As novas descobertas tecnológicas na indústria deram o ponta pé inicial, para produzir a necessidade de outras novas descobertas, como na área da informática, das comunicações, das viagens espaciais e da manipulação genética.
Esse avanço da ciência não deixa de ser um grande desafio à fé, pois oferece explicações para fenômenos que, outrora, eram encarados como mistérios divinos. Com todo esse progresso, os horizontes econômicos e políticos sofreram igualmente alterações radicais. O imperialismo das nações européias e dos Estados Unidos, as guerras mundiais, a ascensão e desmantelamento do comunismo, o processo de descolonização, a globalização, a crise ambiental e os conflitos sociais e religiosos, entre outros eventos e processos, afetaram e afetam a forma como os cristãos põem em prática e compreendem sua missão. O ambiente gerado pela atmosfera cultural, pelos movimentos sociais a caminho de conquistas econômicas nos diversos segmentos da sociedade, faz com que a Igreja, obrigatoriamente, não permaneça onde está ou conserve as formas de desempenho que antes geravam grandes resultados. A Igreja não deve desempenhar um papel apenas organizacional, e sim de um organismo vivo, que se movimenta em busca de mudanças, tanto individuais (nos membros da comunidade), como familiares e até sociais.


Conclusão
A sociedade sofre transformações, como já mencionado, mas necessita de que "alguém", como a Igreja, trabalhe no sentido de aparar as arestas deixadas por essas transformações. A Igreja é que dará o equilíbrio para o progresso; o sentido para as conquistas; o aroma para as flores colhidas numa sociedade mais justa. Sem a participação da Igreja, a evolução do ser humano perde o rumo em direção à fé.
Portanto, se, como cidadãos, mas, acima de tudo, cristãos, ficarmos atentos aos horizontes econômicos e políticos que se formam no decorrer dos acontecimentos, saberemos como lidar com cada situação formada e vencermos todas as dificuldades impostas por um mundo que corre com um dinamismo gritante. Assim, a Igreja, sem alienação, saberá enfrentar e equipar os novatos na fé, ensinando-os a viver com sabedoria e inteligência nessa sociedade, sem abandonar a fé.

Autor: Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo
Matéria adaptada do estudo "As Igrejas na Sociedade Contemporânea" do prof. José Carlos de Souza.

sábado, 26 de maio de 2007

Sobre Projeto de Lei Contra Discriminação Homossexual Tramitando no Senado

Projeto que combate discriminação contra homossexuais começa a ser discutido por grupo do Senado
Publicado em 03.04.2007

O projeto de lei que tipifica como crime a discriminação contra os homossexuais começou a ser discutido, na última quinta-feira (29/03), pelo grupo de trabalho criado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em novembro do ano passado, sob a forma do Projeto de Lei (PL) 5003/01, e atualmente tramita no Senado como Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/06.
A polêmica em torno dessa matéria reflete-se nos próprios integrantes do grupo de trabalho, composto tanto por parlamentares que apóiam o projeto como por outros que são contrários na iniciativa. A senadora Fátima Cleide (PT-RO), por exemplo, coordena o grupo e defende a aprovação da proposta. Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que também integra o grupo e é evangélico, faz várias críticas a iniciativa, embora ressalte que respeita os homossexuais.
Em reunião na última quarta-feira (28/03), a primeira após a instalação do grupo de trabalho, o deputado federal e pastor evangélico Henrique Afonso (PT-AC) expôs argumentos semelhantes aos apresentados por Crivella. O deputado declarou que "é evidente que temos de criminalizar o preconceito", mas questionou como será tratada "a liberdade de uma pessoa que professa sua religiosidade e não concebe essa prática [homossexual] a partir de seus valores".
"Se o projeto for aprovado no Senado, vamos ter de proibir o uso da Bíblia", disse Afonso, reiterando que, apesar de ser contra a discriminação contra os homossexuais, defende a "idéia da família composta por um homem, uma mulher e seus filhos".
Ao responder ao deputado, Caio Varela, assessor da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, frisou que "este não é um debate no qual se opõem evangélicos e homossexuais, inclusive porque estes últimos também vão à igreja". Ele afirmou que a proposta em tramitação no Senado "trata, na verdade, da discriminação que leva uma pessoa a ser assassinada, a ser excluída de uma escola ou de um emprego".
Varela argumentou que o objetivo de seus associados não é obter privilégios, mas garantir direitos. E destacou ainda que o posicionamento contra a discriminação dos homossexuais, tanto da Igreja Católica como da Evangélica, representa "um avanço fabuloso". De acordo com ele, existem no Brasil aproximadamente 18 milhões de homossexuais.
Fé e Razão
O padre Cláudio Antônio Delfino, o qual representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na reunião, foi outro que reprovou qualquer forma de preconceito contra os homossexuais. Mas também disse que, para a Igreja Católica, "o ato enquanto tal [de um relacionamento entre pessoas do mesmo sexo] causa uma desordem na natureza".
Delfino declarou ainda que a Igreja Católica também é discriminada quando se posiciona sobre o assunto, "como se defendesse um dogmatismo religioso irracional". "Mas a verdadeira fé e a verdadeira racionalidade não se contradizem", argumentou Delfino.
Já o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), defensor do projeto de lei, afirmou que nem sempre encara a igreja como instituição que age conforme a pregação de Jesus Cristo. Ele ressaltou que a Igreja Católica "já levou à fogueira quem afirmava que a Terra não era o centro do universo" (citando o caso de Giordano Bruno).
"Por outro lado, a Igreja Católica conquistou o meu respeito por criar a Pastoral da Criança e a Pastoral da Terra", declarou o senador, acrescentando que "ficaria feliz se a instituição criasse uma Pastoral dos Homossexuais".
Também participaram da reunião Ivair Augusto dos Santos, assessor especial da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República; e Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT).
Fonte: Agência Senado, 01/04/2007

domingo, 29 de abril de 2007

A IGREJA E SEU PAPEL SOCIAL II - Qual o Perfil que Queremos Para Nossas Igrejas?

Texto Bíblico (base): Romanos 12:1,2

Tenho consciência de que o assunto "Igreja" é por demais extenso para tratarmos aqui. Não é minha intenção apresentar de maneira exaustiva o tema. Permita-me compartilhar com você apenas uma simples, mas importante, abordagem sobre o perfil que queremos para nossas igrejas. Igreja, visto pelo prisma de povo, pessoas ou, seres sociais.
Pois bem, a Igreja, como a própria palavra já diz, significa união de pessoas ou, grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros. O termo aparece cerca de 75 vezes, e apenas no novo testamento. Bom, estamos falando aqui, então, de pessoas, de povo, de grupo. Ou seja, estamos falando de pessoas que se unem com propósitos comuns, dos quais poderíamos destacar como um dos principais a evangelização. Evangelizar é inserir-se na sociedade com dons e talentos e usá-los como ferramenta de transformação social, através do anúncio de novas e boas notícias. Não estou me referindo a técnicas de como se abordar pessoas para lhes falar das passagens bíblicas. Veja que estar inserido em uma sociedade, é muito mais que isso. Refiro-me a estarmos de fato, como igreja, vivendo e convivendo numa sociedade injusta, corrupta, frágil e pecaminosa, em suma: uma sociedade em crise. Nela, temos o papel de sermos representantes de um reino poderoso e perfeito. De forma que, temos uma grande responsabilidade em nossas mãos: transformar o mundo (Rm 12:1,2), assim como promover o seu progresso. Você já se imaginou representante de um reino poderoso e justo? Se já, poderíamos então, contribuir para implantar esse reino (ou parte dele) aqui, enquanto aqui vivermos, e, assim alcançarmos o nosso propósito [da igreja].
Contudo, é necessário entendermos que, para influenciarmos o progresso da sociedade, precisamos estar no nível de conhecimento exigido por ela. Não adianta nos preocuparmos apenas com nossa vida moral, espiritual e como organizamos as visões de nossas igrejas, sem considerarmos nossas capacitações intelectuais, culturais, ideológicas e sociais. Tomamos como exemplo o seguinte: Se nos interessamos pela sociedade indígena, com o propósito de evangelizá-los, nos inserimos no meio deles e convivemos com eles, através de pessoas capacitadas que conhecemos como missionários de campo. Aprendemos seus costumes e modo de viver. Com o tempo suas particularidades já fazem parte de nossos hábitos. Como permanecem em nós os princípios cristãos, passamos então a influenciá-los. Da mesma forma, necessitamos de preparo para enfrentarmos as dificuldades de evangelizarmos a cidade, as grandes metrópoles em que habitamos. A vida urbana exige, cobra, sobrecarrega. Tudo isso para vencer as dificuldades impostas por ela. Mas nós precisamos cristianizar a sociedade, caso contrário, a exigência natural da sociedade urbana e do mundo, se implantará na Igreja.
À Igreja, é necessário preparar-se para transformar o mundo, evitando assim que este a transforme.
Se a sociedade exige a utilização das novas tecnologias, então precisamos aprender a dominá-las; se o mundo cobra o conhecimento, em função da velocidade e voracidade das informações, a Igreja deve evitar ficar somente em si mesma e voltar-se à realidade social que lhe rodeia; se a vida urbana sobrecarrega com seu dinamismo, a Igreja, por sua vez, deve sentir o leve fardo do Senhor, através de um melhor preparo à frente de discussões gritantes hoje, discussões essas, necessárias para aliviar o sofrimento dos nossos semelhantes menos "privilegiados".
Em muitas de minhas mensagens, tenho enfatizado a importância de incentivarmos nossos irmãos a continuar seus estudos, a retomarem seus projetos profissionais, não apenas para conseguirem bons empregos ou status social, mas para se conseguir penetrar a realidade social de hoje, e usar tudo isso para a conquista de almas para o Reino de Deus. Os cristãos têm uma espécie de "convocação" natural para ocuparem as melhores posições na sociedade, mas, mui raramente atendem essa convocação. Mas afirmo ser por demais necessário, pois o nível de corrupção tem aumentado assustadoramente no Brasil, trazendo grande sentimento de insegurança nas pessoas. Até magistrados têm se envolvido em falcatruas!
Observo alguns casos, na comunidade cristã de hoje, de pessoas que estão, lamentavelmente, desanimadas, deprimidas e com sentimento de desalento e derrota. Em suma, estão em crise. Por quê? Porque o mundo está em crise e tem aberto sua bocarra e engolido aqueles que se entregaram e não mais lutam para melhorar, caindo atrás de um véu de religiosidade e falsa espiritualidade, dizendo: "é Deus que quer assim" ou, "essa é a vontade de Deus", quando não se utilizam de versículos bíblicos isolados para justificar de forma espúria suas mazelas.
Mente transformada, sociedade transformada. Essa afirmação bíblica é princípio para todos os casos em que se busca a mudança. Quando se modifica uma situação, outras novas, obrigatoriamente, ocorrem em seguida. Observe os dados no gráfico abaixo, muito interessantes levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão oficial do governo. (Obs.: Para ver o gráfico com melhor nitidez, clique em cima dele)
Quando se cruzam dados de escolaridade com os de salário, colhidos na última pesquisa por amostra de domicílios pelo IBGE, é possível verificar que o maior salto de renda se dá entre o ensino médio e o superior. Mas a diferença de salário é significativa em qualquer que seja o nível de ensino em que o brasileiro pára de estudar.
Uma igreja que tem seus membros ocupando boas posições na sociedade, esses oferecem, sem dúvida, melhores condições missionárias para a comunidade onde freqüentam. Considerando uma situação normal de seleção e recrutamento no mercado de trabalho, no mundo capitalista em que vivemos, para que as pessoas conquistem tais posições, são impostos alguns requisitos, dos quais, o mais importante é o grau de escolaridade.
Qual a igreja que esperamos estabelecer onde vivemos? Ou, qual o perfil social que esperamos dos membros das igrejas locais, enquanto cidadãos atuantes na sociedade em que vivemos?
Se você é um líder congregacional, ore e busque estratégias de Deus, para que os membros de sua comunidade se sintam motivados a continuarem lutando para transformar a sociedade, ocupando as melhores e mais estratégicas posições sociais. Minha oração é essa, desejo profundamente essas coisas para a igreja em que você congrega. Não esqueça: DEUS CONVOCOU A SUA COMUNIDADE PARA TRANSFORMAR O MUNDO.


Autor: Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo