1ª Série

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

FÉ CRISTÃ: SENTIMENTO OU AÇÃO?

Qual nosso "ponto de partida" de fé, e o que, de fato, podemos fazer para sermos práticos como Cristo.

Nas minhas singelas observações, mas creio que profundas (pelo menos eu considero), chego a conclusão que preciso de ajuda, ou melhor, nós precisamos ajudar um ao outro a reescrever a nossa história em nossa geração. Nosso país é uma nação especial, e essa especialidade do nosso país constrói em nós, no mínimo, um coração grato. Rendemos ações de graças a Deus por este pedaço do planeta chamado Brasil. Um lugar cheio de beleza, amenidade e diversidade do clima, fertilidade da terra, ausência de fenômenos naturais destruidores;

Os cristãos de hoje, têm uma delicada forma de como entender sua missão numa sociedade que, de acordo com sua trajetória histórica, vem passando por difíceis eventos e processos que têm deixado marcas negativas muito fortes. Marcas essas, que têm determinado o destino de muitos povos e suas conseqüentes leis e ordens nacionais. A expansão do cristianismo tem sido uma das maiores marcas da história moderna. A partir do século XIX, a fé cristã alcançou mais excepcional difusão, como em qualquer outro período da história (embora alguns historiadores afirmam que o período de maior êxito na propagação do Evangelho, foi o período de atuação da igreja primitiva). Houveram figuras notáveis, como William Carey (1761-1864), David Livingstone (1813-1873) e James Hudson Taylor (1832-1905), que defenderam e serviram a organizações com propósitos missionários. Homens que viveram uma espécie de fé prática em relação à obra de um Evangelho que podemos chamar de, Evangelho Integral, que se resume em olhar para o ser humano de forma completa: espírito, alma e corpo (I Ts 5:23). Homens que levaram o Evangelho a terras distantes e aprenderam a amar os seres humanos, influenciando as sociedades de então. Ensinaram as pessoas a serem pessoas de fato; facilitaram a construção de escolas; ajudaram a formar uma cultura de trabalho como conquista de dignidade às famílias e, obviamente, formaram agentes multiplicadores desse Evangelho integral, evitando pregar apenas no campo eclesial, da espiritualidade ou da religiosidade. Esses e outros nomes foram responsáveis por manter vivo o interesse pelas missões e espalhar a fé cristã em áreas distantes da Ásia, África, Oceania e América Latina. No Brasil, as raízes do protestantismo (ou, ao que chamamos hoje de segmento evangélico) são fixadas também nesse período. Nossa principal missão é fazer com que essa chama não se apague, pois foi uma instituição do próprio Jesus Cristo (Mt 28:19,20) quando nos comissionou. Os grandes nomes mencionados acima, fizeram a sua parte, embora não toda a tarefa, pois trabalharam na sua geração, o que significa que o que temos a fazer é o que nos cabe, em nossa geração.

Nessa tomada de consciência, creio, também, que a nossa maturidade espiritual requer uma atitude de gratidão pelos pioneiros da fé evangélica, que aqui aportaram para, com sacrifício, compartilhar o senhorio de Cristo, único Salvador, movidos pelo amor a Ele e a nós. Ao honrarmos a memória dos nossos predecessores na fé, devemos, também, nos apropriar da sua herança e nos edificarmos com as lições extraídas dos seus feitos em uma cadeia de continuidade e em uma correção de eventuais equívocos, pois, se não conhecermos quem somos não sabemos quem somos e, muito dificilmente o que seremos. Sem história não há identidade. Sem passado não há futuro.

A partir dessa constatação creio que uma questão incômoda ronda as mentes desta geração: somos continuadores dos pioneiros ou somos anunciadores de um “outro evangelho”? A nossa teologia honra ou desonra os mártires do passado? Somos atualizadores de um legado ou somos portadores de uma amnésia espiritual? Que conhecemos do passado para sermos continuadores desta obra? Não seria o grande pecado e fraqueza desta geração justamente a ignorância dessa história como Igreja, e Igreja no Brasil?

A gratidão aos pioneiros da fé nos conduz, além da já descrita no primeiro parágrafo, em relação a este pedaço do planeta chamado Brasil, a Deus, por nossa unidade nacional, sob um só Estado e um só idioma, na rica diversidade das nossas regionalidades; gratidão a Deus, pela liberdade que temos por cultuá-Lo e serví-Lo, pela comunhão que, em tese, devemos ter uns com os outros, e pela permanência da alegria, quando tantas pessoas não sabem mais sorrir. Devemos nos sentir estimulados à prática de um Evengelho Integral. Não seria isso que Deus espera de nossa fé cristã?

Manuel Raposo
Agente Público e Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

GRAÇAS A DEUS PELO POBRE!!

Uma Reflexão Sobre o que Queremos que, de Fato, Seja Feito por Aqueles que Colocamos no Poder

A frase do título dessa reflexão pode despertar um ar de indignidade e, no mínimo, curiosidade para quem ouve ou lê. Mas, infelizmente, é assim que falam alguns: aqueles que nunca estão dispostos a facilitar a vida daqueles mais vulneráveis socialmente. Na verdade penso que o pobre é que faz o papel da engrenagem que move a sociedade. As mais importantes engrenagens em um maquinário estão, geralmente escondidos, mas são elas que movimentam as máquinas. Elas necessitam de constante manutenção e cuidado, caso contrário, a máquina quebra. Muitos se esquecem da necessidade de manutenção e melhoria da vida das pessoas menos favorecidas por assim dizer e, freqüentemente, essas mesmas pessoas esquecidas pelo poder público, necessitam de melhorias individuais para que a grande máquina social continue funcionando adequadamente. Lembro aqui da música "Construção" do Chico Buarque que fala sobre um operário que caiu do prédio em construção e morreu na calçada, quando os transeuntes achavam que aquele corpo estava atrapalhando a passagem. Quando essas pessoas (o pobre) apresentam um “problema”, elas são facilmente substituídas por outra mais nova e são deixadas de lado para serem usadas em outra ocasião. Como você já percebeu isso, acompanhe comigo: o pobre é sempre deixado de lado, mas quando aqueles precisam de votos, lembram dele; quando precisam distribuir algumas “esmolas” sociais em forma de bolsa tal e renda tal, aí lembram do pobre, pois, no nosso país, ainda são maioria. Com esse número astronômico de pobres no Brasil, o presidente da República, cada governador e cada prefeito pode inventar esses programas sociais, que insistem em chamá-los de benefícios, mas que, na verdade, causam grandes malefícios sociais. Lembro aqui do antigo filme “Quo Vadis” que retrata o descaso e a manipulação da massa popular pelo poder público, especialmente do pobre e desinformado, mas que, no final do filme, o povo prevalece sobre as atrocidades do imperador romano. Em suma, num país que se diz democrático como o nosso, o pobre representa apenas a massa dominada que é comprada por aqueles que querem estar no poder apenas pelo poder, e não para desempenhar o real papel do agente público. A maioria das instituições, governamentais e não-governamentais, podem dar graças a Deus pelo pobre. Eles dizem: “graças a Deus pelo pobre, pois são eles, como maioria, é que nos colocam no poder. São para eles, como maioria, que nossos ‘programas sociais’ são direcionados e podemos anunciar nos outdoor´s da cidade e utilizarmos esses mesmos programas em nossas campanhas políticas; graças a Deus pelo pobre, porque eles não questionam nossas ações, pois não gostam e nem entendem de política; graças a Deus pelo pobre porque eles não se preocupam muito em quem vão votar”. É, amigo, são essas palavras que ouvimos daqueles que precisam do pobre, mas não querem ficar perto deles e os escondem como aquelas engrenagens dentro da máquina.

E, ainda planejam eles: “não daremos uma educação de qualidade, para que eles, ainda que formados na escola, ainda continuem desinformados politica e socialmente; não daremos uma saúde pública resoluta, para que eles, para que eles fiquem sempre dependentes desse serviço lamentável que é a saúde pública; não daremos garantias de emprego, pois precisamos que eles se tornem cada vez mais dependentes de nossos programas sociais, e não tenham estabilidade psicológica, sofrendo com a angústia da desesperança”. E para quem acha que eu estou viajando na maionese, observe o que de fato ocorre na sociedade brasileira hoje. Todos podem observar!!

Manuel Raposo
Agente Público e Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo


DESCULPE-ME, UMA PARADINHA PARA A REFORMULAÇÃO DO BLOG

ESTIVEMOS FORA DO AR PARA UMA PEQUENA REFORMULAÇÃO ALÉM DE UMA CORRERIA DE FINAL DE ANO (TAREFAS DA FACULDADE E DO MEU TRABALHO)
MAS AGORA ESTAMOS DE VOLTA COM NOVAS MATÉRIAS!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O ANALFABETO POLÍTICO

O DESINTERESSE OU A SABEDORIA?

Amigos, estive pensando em escrever algo sobre política para que sirva de reflexão e que seja de certa forma esclarecedor. Achei a matéria abaixo muito interessante e resolvi adaptá-la para que pudéssemos meditar nela. Meu propósito é fazer com que venhamos a concluir que, de fato, temos um grande desafio: ajudar a transformar a sociedade, em nossa geração. Temos que continuar fazendo a diferença, e isso deve começar pelos nossos próprios pensamentos.

Já está se aproximando o ano eleitoral, quando muitos candidatos sairão em busca de seus tão desejados votos (uns... caros, e outros... baratos), inclusive aqueles que já estão lá (e desejam permanecer), mentindo quanto o que têm feito nos anos que exerceram seus mandatos. O problema é que a população de fato não viu um trabalho relevante realizado por eles, mas usam o markenting enganoso para fazerem suas propagandas, tentando impedir, assim que novos candidatos possam ter chances de serem eleitos, ainda que tenham bons projetos. Apostam na memória do povo (ou na falta dela), realizando suas propagandas no último ano de seus mandatos. Tudo isso faz-nos refletir quanto a importância de conhecermos e acompanhar o processo político de nosso país, evitando assim o analfabetismo político.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato do remédio, enfim, todos os passos que damos, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabendo ele que da sua ignorância política nasce a prostituta, as crianças abandonadas e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. "Nada é impossível de Mudar".

Usando sabedoria, desconfie do mais trivial, até os de aparência singela. Principalmente, daqueles que invadem as igrejas e comunidades e se dizem "convertidos", com o propósito de fazer desses lugares uma extensão de seus currais eleitorais instalando ali mais um ponto de negociatas e corrupções, porque têm poder financeiro para isso. Passando o período eleitoral, somem! Mas a igreja não pode se deixar levar pela cultura equivocada dos que tem como alicerce as demandas do "dá cá, toma lá". Examine, sobretudo, o que parece caridoso e habitual.

Privatizaram, (ou seria, capitalizaram?) sua vida, seu trabalho, sua hora de amar, sua hora de adorar a Deus e seu direito de pensar. E agora não contente querem privatizar (ou, capitalizar) o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que somente a Deus e à humanidade pertencem.
Nós temos o direito de conhecer o movimento do processo político nacional. Devemos fazer despertar em nós esse interesse, o interesse de conhecimento. Por um motivo principal: Não sermos enganandos nem engodados pela sutileza do inimigo.


Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP
Adaptado do poema "O Analfabeto Político"

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

PROSPERIDADE: TEOLOGIA x VISÃO

O Que Devemos Evitar e o Que Devemos Praticar


INTRODUÇÃO
Alguns assuntos são por demais polêmicos, ou assim se tornam com o tempo, por não se ter uma forma unificada de pensamento, nem uma pontualidade entre o crer e o praticar. A prosperidade é um desses temas polêmicos, ou melhor, tem se tornado assim, em função da complexidade da vida diária, principalmente, dos ocidentais. Percebo que nos países capitalistas esse assunto é mais cuidadosamente tratado do que em outros regimes, embora, o sentimento e vontade, não se diferem em todo o mundo e em toda a história da humanidade. Aliás, só chegou a se pensar o capitalismo e em outros sistemas econômicos, pela necessidade do ser humano de passar bem longe de aflições e privações de suas necessidades e confortos. Se o capitalismo é bom para o ser humano ou não, é um assunto que podemos tratar em um outro momento. O fato é que todos buscam a prosperidade em tudo o que faz. Se não fosse assim, se quer começaria a fazer.
De tantos significados do termo “prosperidade”, podemos entender em suma que pode significar “conquista”. Ao que quer prosperar, é necessário conquistar, pois a prova e o resultado da conquista é a prosperidade.
“Ao que quer prosperar, é necessário conquistar”.Permita-me expor aqui rapidamente minhas singelas observações a respeito desse tema, analisando mais especificamente em torno do assunto das conquistas terrenas, seja no campo das melhorias econômicas de pessoas ou de instituições; seja nas melhorias sociais. A despeito disso, as melhorias econômicas funcionam como alavanca mestra do impulso, num ambiente capitalista como o nosso.
E, tudo isso, em suma, gera transformações aceleradas numa sociedade que pressiona a todos em busca do crescimento.
Nosso cuidado, no entanto, enquanto cristãos, é quanto à diferença entre, o que vem ser a chamada e praticada conscientemente por muitos, de teologia da prosperidade (TP), e a visão da prosperidade (VP). Em que elas se diferem? Quais os métodos utilizados para sua prática? Elas são bíblicas, ou são apenas manipulações usadas por pregadores que tem como deus o seu próprio “...ventre...”, conf. Filipenses 3:19?
Talvez descobrir a distinção entre as duas, nos ajudará em novas percepções sobre esse assunto.

A Teologia da Prosperidade
Não sou um “expert” no assunto, porém o que tenho observado (talvez não mais do que você), já nos ajudará a precisar posicionamentos, baseados não somente em nossas observações, mas também no estudo bíblico em relação a essa teologia.
A teologia da prosperidade nunca foi pesquisada e estudada sistematicamente, pelo simples motivo de não haver fontes confiáveis de pesquisas, teológicas e/ou científicas para fundamentar o tema. A pregação foi baseada, principalmente num pragmatismo sofrido e buscado pelos pregadores, como uma ferramenta de auto-ajuda, especialmente nos países emergentes do ocidente, entre os quais, o Brasil se inclui.
A meu ver, a teologia da prosperidade, manifesta o medo e insegurança daqueles que dão mais valor às coisas terrenas, do que um apoio para conquistar. Pois a segurança deles está no possuir. Os pregadores da TP levam as pessoas a se sentirem seguras diante do montante conquistado. O perigo está quando a pessoa não consegue prosperar. Isso vai gerar dúvida no pensamento da pessoa no seguinte: Até onde Deus está lhe ouvindo ou não? Ou, até que ponto sua fé é verdadeira? Dúvidas como essas, ocorrem pelo entendimento de que quanto mais bens a pessoa possuir, mais perto está de Deus, e o contrário é verdadeiro. Ou seja, Deus está diretamente ligado ao volume de bens conquistados. “Se eu prosperar, Deus está comigo, se não, Ele não está”, afirmam elas. Para a TP, o crente deve morar em mansões, ter carros do último tipo, contas bancárias abastadas e nunca ficar doente. Quando isso não acontece, é porque ele está sem fé, em pecado ou debaixo do poder de Satanás.

A Visão da Prosperidade
Existe essa tal visão?
Talvez seja essa a primeira pergunta a fazermos, antes de meditar sobre o assunto. A segunda seria: Essa visão é bíblica?
Creio que a resposta para a primeira pergunta é “sim”. Bom, diante dessa afirmação, devemos então, estudá-la para evitar quaisquer confusões.
Quando da criação do ser humano, Deus o deixou plenamente abastecido e suprido em todas as coisas. Deus o visitava todos os dias. Na criação do homem e de todas as coisas, Deus não condicionou a sua presença, perante a criatura, aos bens que o ser humano possuía. Quando o Senhor os colocou no jardim do Éden, as coisas criadas (os bens) para o homem desfrutar já estavam lá. O problema é que as pessoas correm desenfreadamente em busca de bens materiais e se esquecem que é Deus quem os dá. Quando fazemos um tour no Éden, é-nos apresentada a terra de Havilá ás margens do primeiro rio que era o “Pison”. A terra produzia ouro, bdélio e pedra de ônix. Sobre o ouro, dispensa-se falar, pois todos têm conhecimento do grande valor deste metal nobre; o bdélio, é uma resina transparente, macia e cheirosa, além de muito valorizada; a pedra de ônix, é uma espécie de mármore de alta resistência e altíssimo valor. Eram os minerais mais valorizados e raros até então descobertos pelo homem. Por aí nós vemos que Deus havia provido abundantes tesouros e riquezas em Seu jardim. O homem não precisou correr, correr e correr para construir e possuir esses tesouros. Quando Deus o colocou lá, eles já estavam. Deus é quem dá, provê e abençoa, conforme a Sua soberana vontade. O desejo de Deus é que o homem tivesse vida abundante. É assim que Ele faz, com o propósito da partilha, da ajuda mútua, da comunidade. Não do egoísmo, ganância, acúmulo, soberba, ostentação, etc.

A TP e a VP Não Devem Ser Confundidas

Embora, teoricamente, deve-se evitar a confusão entre a teologia e a visão. Conhecemos alguns que, ainda sem intenção, se confundem. O caso mais comum é de uma pessoa que não seja diretamente adepto da TP, ser portador de características dela. Essa pessoa pode até pregar contra a TP, mas suas atitudes demonstram o contrário. Pode ser involuntário, mas é praticado. Um exemplo disso é, quando a pessoa tem dificuldades em compartilhar ou, em sacrificar-se, para atender o necessitado. Malaquias 1:7,8 nos ensina algo interessante sobre o assunto que, apesar da narrativa se referir diretamente a Deus, podemos seguramente utilizar esse princípio para todos os casos de doações. No texto, os sacerdotes eram culpados de dar a Deus apenas as sobras no lugar das primícias e o melhor como a lei requeria (Lv 22:22). Ninguém se atrevia a dar um animal enfermo ou indigno a um governante. Porém era justamente o que os judeus estavam oferecendo a Deus. Ninguém deve oferecer uma oferta ou doação estragados a alguém, que seja impossível a utilização.

Nosso maior cuidado, portanto, deve ser o de evitar a visão (VP), por preconceito ou medo da teologia (TP). Pois, o problema não está na prosperidade, mas na teologia.

Principais Diferenças Entre a TP e a VP
A lista de comparações abaixo não é exaustiva:

TP aprisiona no pensamento do ter para acumular / VP descobre o ter para partilhar
TP promove o egocentrismo / VP promove misericórdia ao necessitado
TP olha para suas conquistas e admira o que conseguiu / VP olha para o céu (em gratidão) quando
vê que conseguiu
TP olha para o mundo (coisas) /VP olha para o mundo (pessoas)
TP critica ao que não tem / VP ora pelo que ainda não tem
TP admira a tecnologia e a sofisticação / VP admira a inteligência do homem dada por Deus
TP usa os bens para seu próprio conforto / VP usa os bens para acelerar a obra de Deus
TP usa o ter para desfrutar / VP usa o ter para se equipar para o trabalho e transformar a sociedade
TP conquista outros para ela / VP conquista outros para encher o céu
TP Corre para alcançar os bens materiais / VP Busca o Reino de Deus e as bênçãos os alcança.
TP Dá o dízimo e/ou oferta para ser abençoado / VP Dá o dízimo e/ou oferta para investir no Reino de Deus.
Diante do exposto até agora, o que você acha que Deus tem para os seres humanos: a Teologia da Prosperidade ou a Visão da Prosperidade?

Autor: Manuel Raposo
Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo
As opiniões do autor não expressam, necessariamente, as opiniões de outros autores ou Universidades.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

EDIR MACEDO CONSTRÓI MANSÃO EM CAMPOS

Uma Reflexão Sobre o Perigo do Poder

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, está construindo um paraíso na terra. Trata-se de uma casa de 2.000 metros quadrados, localizada em Campos do Jordão, o refúgio de inverno dos paulistas ricos. A casa, que deve ficar pronta dentro de dois meses, é avaliada em 6 milhões de reais. VEJA visitou os 35 cômodos do imóvel, distribuídos em quatro andares. Ao todo, são dezoito suítes, todas equipadas com banheiras de hidromassagem. A maior delas, a do bispo, tem 100 metros quadrados, sauna e uma banheira suficiente para seis pessoas. Por meio de uma escada de seu quarto, Macedo terá acesso a um mirante do qual se descortina uma vista aprazível da cidade. De lá, ele também poderá apreciar uma réplica do jardim do Monte das Oliveiras, em Jerusalém, onde Jesus Cristo foi preso pelo Sinédrio judaico. A casa conta, ainda, com adega, sala de cinema, quadra de squash e elevador panorâmico.
O projeto é um mix de estilos europeus devidamente tropicalizados. Os arquitetos mesclaram linhas normandas, típicas das construções de Campos do Jordão, com elementos neoclássicos e barrocos. O telhado pontiagudo eleva-se com molduras neoclássicas. As sacadas têm balaústres barrocos. Colunas gregas, de capitéis improváveis, ladeiam os portais da casa. Alguns tetos foram forrados com gesso, em que se destacam motivos florais. Outros foram enfeitados com detalhes de madeira. O piso das salas e das áreas de passagem dos andares superiores é de mármore botticino – 600 metros quadrados da pedra foram importados da Itália, a um custo estimado em 240.000 reais. No andar térreo e nas calçadas dos jardins optou-se por uma alternativa mais em conta: o granito brasileiro do tipo capão bonito. Como o terreno de 8.000 metros quadrados é muito acidentado, o acesso à rua se dá por duas passarelas suspensas. Juntos, esses pequenos viadutos têm 200 metros de extensão e atravessam o jardim do Monte das Oliveiras e se sobrepõem a um espelho-d'água. Um muro de 5 metros de altura resguarda a privacidade de Macedo. Ele foi recoberto com pedras-madeira de cor ocre, semelhantes às das ruínas de Jerusalém. O material foi transportado por vinte caminhões do Rio de Janeiro, onde é produzido, até Campos do Jordão.
O líder da Universal já era proprietário de um recanto em Campos do Jordão. Num terreno de 4.000 metros quadrados, contíguo ao da nova casa, há uma outra de quinze cômodos e seis suítes, adquirida por 600.000 dólares em 1996. Quando a construção terminar, a casa mais modesta será usada como ponto de apoio. Ela dispõe de academia de ginástica e de um heliponto, que, agora, está sendo ampliado. No momento, é mais usado por Ester, a mulher do bispo, que vai de helicóptero supervisionar a obra. Macedo aparece com menos freqüência. Por vezes, Ester tem a companhia do senador Marcelo Crivella, sobrinho e herdeiro do bispo. As visitas do casal Macedo são as únicas ocasiões em que os 180 operários das cinco empresas envolvidas na obra param de trabalhar. Só engenheiros e arquitetos podem continuar no local quando os proprietários estão lá. O bispo pressiona as empreiteiras a entregar a casa até o fim de julho, quando serão comemorados os trinta anos da Igreja Universal. Como o cronograma está atrasado, eles trabalham doze horas por dia de segunda a sábado. No aniversário da igreja, Macedo pretende abrir as portas do seu reino particular aos bispos mais próximos. Será uma celebração à riqueza material, que, de acordo com a teologia dessa corrente evangélica, é uma dádiva de Deus.


Fonte: Correa Neto

segunda-feira, 23 de julho de 2007

ESTAMOS SENDO HIPNOTIZADOS?

A Dominação Psicológica do Legalismo Opressivo


Texto Áureo:
Romanos 12:2 "E não vos conformeis com este século, mas TRANSFORMAI-VOS PELA RENOVAÇÃO DE VOSSA MENTE, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."



A sutileza com que estão querendo nos levar a "mudanças" de pensamentos e opiniões a fim de aceitarmos, impositivamente, valores que sempre foram e (afirmo sem medo de errar) sempre serão naturalmente indesejáveis pela sociedade, é de um descaramento imensurável. Estão querendo deixar a população em um estado tal de passividade, quebrando assim, toda a capacidade intelectual e resistência psicológica, colocando todo o povo em uma atitude de obediência servil.
Até agora acreditamos que, principalmente a partir da Constituição de 88, vivemos em um Estado de Direito, que foi uma grande conquista da democracia e que protege os nossos direitos fundamentais como, políticos, sociais, econômicos, de expressão, de consciência, de culto religioso, além de proteger o povo da tirania de grupos minoritários e liberticidas, utilizando-se dos meios de comunicação e de movimentos com o propósito de articular novos regulamentos federais, deixando o povo refém de leis contraditórias em relação ao pensamento geral. Exemplos recentes de movimentos assim são os desarmamentistas e gayzistas. Regulamentos como por exemplo, a mais absurda das leis em tramitação, a chamada "Lei da Homofobia", com propósitos que colocam virtualmente a grande maioria dos brasileiros fora da lei. Essa contraditoriedade legalista fabricada artesanalmente, futuramente perseguirá toda e qualquer oposição, mesmo individual e isolada, ainda que puramente verbal e teórica. Essa articulação didática da ilegalidade cínica, promove o legalismo opressivo, planejada para inculcar no povo, pelo jogo hipnótico da estimulação contraditória. Isso nos leva a observar acreditando que o Estado de Direito conquistado por aqueles que tem compromisso com o respeito, com os valores morais e com a ética, está se transformando, diante dos nossos bigodes, na construção de um poder totalitário por vias sutis da dominação psicológica, prá não dizer "diabólica". A exemplo dessa afirmação, casos já ocorridos demonstram o que nos aguarda num futuro bem próximo: o juiz processado por tentar proteger menores de dezoito anos, contra a visão de indecências que não escassearam na Parada Gay; o pastor perseguido por fazer o que a Bíblia manda, entre outros (veja o video do ocorrido em Campina Grande-PB):
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM692002-7823-POLEMICA+EM+OUTDOORS+DE+CAMPINA+GRANDE,00.html ).
Em toda essa situação caótica onde estão comprometidos, principalmente, os valores morais e da família, me questiono até onde, como igreja, não estamos sendo passivos e aceitamos sem dificuldade tudo iosso, em nome do respeito e do não-preconceito. Contudo é necessários agirmos com grande sabedoria ao pregar a Palavra de Deus, no enfrentamento de questões que ameaçam a instituição familiar e a ética. Sabedoria para não sermos homofóbicos ou violentos, mas não deixando de falar a verdade da Palavra de Deus.


A verdade é que existe grande empenho dos meios de comunicação em promover ditatoriamente o homosexualismo, mas não existe meios para prevenir a prática. O fato é que, se o movimento está se utilizando de ferramentas legais para defender os seus "direitos", devemos usar as mesmas ferramentas, a lei, para prevenir a hipnose social. Afirmo isso certo de que se quisermos fazer algo para evitar a obediência servil, gerando a passividade atônita, devemos participar dos debates sociais e promover participação de homens e mulheres, sérios e firmados na Palavra, na política nacional. Com certeza é melhor do que agir como conta uma história conhecida que fala de um observador dessas tendências da nossa sociedade que disse: “vou embora daqui”. Ao ser perguntado o por quê, disse, referindo-se a esse estilo de vida: “há trinta anos era condenável; há vinte, virou aceitável; há dez, foi legitimado; há cinco, virou desejável e superior; antes que se torne obrigatório, vou para outro país”. Só que isso não resolve. Precisamos orar pelo nosso país, e pelos que estão ao nosso redor.
E, ainda falando em prevenir, veja na íntegra (abaixo) a entrevista* dada pelo pastor e deputado estadual pelo RJ, Dr. Edino Fonseca, dada à Revista Época, órgão pertecente às Organizações Globo:

O pastor evangélico Édino Fonseca, em seu primeiro mandato como Deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PSC, acha que o estado deve financiar ''tratamento'' para gays e lésbicas que queiram mudar sua opção sexual. Confira as justificativas do deputado para o que pode se tornar em breve a primeira lei homofóbica do Brasil.

ÉPOCA - Como seria feito esse tratamento?

Édino Fonseca - Sou pastor evangélico da Assembléia de Deus e como freqüentador de templos religiosos observei muitos homossexuais procurando ajuda. Não só devido ao peso de consciência pelos pecados praticados, mas querendo deixar a homossexualidade. Na Igreja, a alma dessas pessoas é tratada, mas o problema delas está no psiquê (sic). Elas precisam de tratamento psicológico. Nesse caso, para quem tem dinheiro, é só pagar, mas o pobre não tem como resolver o problema e é dever do estado ajudar a todas as pessoas.
ÉPOCA - O heterossexual que sofre por desejar ser homo não teria esse mesmo direito?
Fonseca - Essas pessoas não vivem em crise porque não há mais nenhum tipo de repressão, a sociedade já os aceita plenamente. Existe uma série de projetos para proteger a entrada na homossexualidade e nenhum tipo de ajuda para quem quer sair.
ÉPOCA -Dentro da Igreja Evangélica, gays e lésbicas são vistos como pessoas que não estão seguindo a orientação que deveriam, não é verdade?
Fonseca - Sim, claro. Dentro da Igreja Evangélica existe a crença
de que todo tipo de amor que não seja entre homem e mulher está fora da normalidade.
ÉPOCA -Então aqueles que freqüentam essa Igreja sofrem pressão.
Fonseca - Aí eu não posso falar, eu não trabalho com homossexuais.
Se eles vão à Igreja é para serem tratados como as outras pessoas, claro que também não podem ter comportamento diferenciado.
ÉPOCA - O projeto do senhor não está discriminando essas pessoas? Fonseca - Eu não sou contra que outros deputados façam desse jeito. Eu não fiz porque não conheço pessoas que vivam angustiadas porque querem ser homossexuais.
ÉPOCA - Mas elas existem, deputado.

Fonseca - Mas eu não conheço. Se conhecesse, procuraria ajudar. Não é hipocrisia, eu não posso fazer aquilo que não sei. Olha, sei que essa comparação não pode ser feita, mas você vai entender a lógica dela.
Hoje tem muita propaganda incentivando o consumo do álcool, mas o estado dá ajuda a quem quer deixar o alcoolismo. Para o fumante...
ÉPOCA - Deputado, mas aí a comparação realmente não vale, porque o alcoolismo...
Fonseca - Eu sei que não pode comparar o homossexual com o ependente de álcool. O que estou querendo dizer é que para a homossexualidade hoje existe todo tipo de promoção, mas não há nenhuma ajuda para quem quer sair dela.
ÉPOCA - Quando uma pessoa é tratada para sair de uma condição e entrar em outra, não se estaria pressupondo que a primeira condição é um estado tratável, uma doença?
Fonseca - Não. Quem escreve isso não entende nada de medicina. Médico não é para tratar de doença, é para que as pessoas não fiquem doentes. O problema aqui é psicológico e a psicologia é para tratar doentes e pessoas em estado de crise. Agora, se o homossexual não achar que tem um problema, ele não precisa procurar o atendimento.
ÉPOCA - E para os menores de idade?

Fonseca - Para menor de idade existe o pátrio poder, os pais decidem.

ÉPOCA - O senhor não acha isso perigoso?

Fonseca - Também é perigoso não ter controle sobre os filhos, de repente ele aparece com um comportamento diferente do que você planejou para sua família. Essa criança pode estar sofrendo influência de um professor, pode estar pegando o hábito e, quando os pais detectam, a coisa já está longe.

ÉPOCA - Um professor homossexual exerce necessariamente influência
negativa sobre os alunos?
Fonseca - Depende da família dessa criança, eu não posso dizer pelos pais. Não sou Deus e nem ele interfere no livre arbítrio.

ÉPOCA - Se nem o senhor quer interferir na orientação dos menores, como pode o estado orientar sexualmente as pessoas?

Fonseca - Por isso que meu projeto visa os voluntários. Agora, se o pai da criança achar que é correto, é correto, é a lei.
ÉPOCA - Como está a aceitação do projeto na assembléia?
Fonseca - Acho que deve passar no plenário sem problemas. A maior arte dos deputados entende que ele não tem nada de mais. Eu, sinceramente, fico surpreso do meu projeto dar tanta polêmica.

Minha Conclusão

Como pregadores da Palavra de Deus (porque todo cristão deve ser um pregador da Palavra de Deus), temos um grande desafio: transformar o mundo. A transformação do mundo, ocorre a partir de cada um de nós. É necessário haver grande firmeza de convicção quando se trata de crer naquilo que a Palavra de Deus afirma. É necessário que nossa fé esteja firmada na rocha e não na areia do engano social e no equívoco dos que pregam que discordar de um determinado estilo de vida ou opção sexual, seja preconceito ou possa instigar a violência. Digo isso, porque observo um clima de passividade já instalado na igreja (pessoas), em relação a assuntos discutidos hoje na sociedade, se bem que assuntos como o homossexualismo não são discutidos e sim impostos pela grande mídia, ridicularizando e perseguindo aqueles que se mostram contrários a essa prática. Mas a Palavra de Deus não dá outra opção além de crer ou não crer naquilo que ela afirma. Essa liberdade dada pela Palavra de Deus, de escolhermos se queremos ou não acreditar, demonstra o grande amor e misericórdia de Deus pelo ser humano. Deus não nos impõe nada, não nos obriga a nada. Ele estabelece leis e preceitos em Sua Palavra visando o bem estar e a vida integral do ser humano. As pessoas são que escolhem o que querem seguir ou praticar. Qualquer das escolhas, obviamente, gerará resultados. Quais serão eles, depende unicamente de cada indivíduo. O que devemos evitar, é sermos dominados pela passividade que permeia parte da sociedade, fazendo-a aceitar com naturalidade acontecimentos que nada tem a ver com a natureza, ou seja, relacionamentos sexuais entre pessoas de mesmo sexo.

Autor: Manuel Raposo

Bacharelando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo

*Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT861397-1655,00.html